Janeiro é o mês das Resoluções de Ano Novo.

É o mês do recomeço, do “agora vai”, do “projeto verão”, da definição de metas e mudanças da vida.

Eu mesmo, sempre fiz isso.

Eu fazia parte do grupo das pessoas iludidas, que via no mês de janeiro o símbolo de uma grande oportunidade de recomeçar, de mudar e fazer tudo diferente.

Como eu disse em posts anteriores, eu era um auto-abortista, e, logicamente, precisava criar planos para serem frustrados ao longo do ano.

O script da frustração era seguido à risca: metas distantes e irreais, nada de pormenorizar e definir pequenas etapas, nada de focar nos hábitos que levariam ao objetivo desejado.

Mas, felizmente, as coisas começaram a mudar para mim de uns tempos pra cá.

Basicamente, o segredo foi a percepção de que para se chegar ao sucesso é preciso escalar três níveis:

  • 1) SONHAR GRANDE: Saber como você quer estar no futuro. Entender o que te motiva.
  • 2) PORMENORIZAR: Recortar o seu Sonho Grande em etapas menores, as quais precisam ser cumpridas antes de você chegar até lá. Cumprindo uma a uma, você, ao final, construir o quebra-cabeças que forma o seu sonho grande.
  • 3) CRIAR HÁBITOS: Definir o que você precisa fazer regularmente (todo dia, toda semana e/ou todo mês) para que você chegue ao seu objetivo, cumpra etapa a etapa até o seu sonho grande e tenha todas as armas necessárias para chegar lá.

No início, o nível 1 e 2 são apenas pensados. E ficam ali no horizonte, para você não esquecer e querer correr atrás. Algo que você deve ter em mente para te motivar. Essa ideia é toda tirada do livro Sonho Grande – Como Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira revolucionaram o capitalismo brasileiro e conquistaram o mundo.

Mas, importante: quando você chegar no seu Sonho Grande, você o atualiza e continua evoluindo – mais ou menos que nem aquela icônica frase da Dilma: “quando atingirmos a meta, vamos dobrar a meta“.

O segredo todo está no nível 3, CRIAR HÁBITOS. Será ele o primeiro que você vai executar – de preferência hoje, agora. Nada te impede de começar.

E existem alguns “hábitos coringas”, que te ajudam a desenvolver os outros hábitos que você deseja e a se tornar uma pessoa mais eficiente no seu dia a dia.

Esses hábitos foram esmiuçados pelo genial Mark Manson (autor de A sutil arte de ligar o f*da-se) em seu blog. Ele sustenta que os seus hábitos são muito mais importantes do que os seus objetivos, e que existem Seis Hábitos Diários Fundamentais:

  • 1) EXERCITAR-SE;
  • 2) COZINHAR (ou planejar a própria alimentação);
  • 3) MEDITAR;
  • 4) LER;
  • 5) ESCREVER;
  • 6) SOCIALIZAR.

Incluindo esses seis hábitos na sua rotina, você vai se armar dos elementos necessários para conseguir executar os demais hábitos e a ser uma pessoa mais eficiente.

Eu sou a prova real de que isso funciona.

Depois de ler esta dica do Mark Manson, eu fiz exatamente isso e incluí os seis hábitos na minha rotina. A única “licença poética” foi em relação ao hábito “2”, de cozinhar. Eu não cozinho todos os dias, mas captei o sentido desse hábito como “prestar atenção na sua alimentação” e “comer de maneira mais saudável” – e isso certamente eu tenho feito ao longo do último ano.

Para conseguir construir esses hábitos eu me inspirei no incrível livro O Poder do Hábito, best-seller de Charles Duhigg. Basicamente, Dugigg esmiuça os detalhes de um hábito e nos explica como ele funciona.

Resumindo, um hábito tem em sua estrutura três partes:

  • 1ª) GATILHO: Alguma coisa “X” acontece e isso funciona pra você como um sinal de que é preciso fazer algo (o hábito). Trata-se de um “chamado para agir”, para começar a entrar no modo automático da execução do hábito.
  •  2ª) ROTINA: É a execução do hábito em si. É a ação que você quer ter ou já tem como hábito.
  • 3ª) RECOMPENSA: É o prêmio, o agrado, a satisfação por ter executado a tarefa. Trata-se do estímulo positivo que diz ao seu cérebro que aquela rotina funciona e que, portanto, deve ser armazenada.

Saber como um hábito é formado te ajuda a criar o seu próprio hábito.

Por exemplo, ir à academia. Comigo funcionou assim:

Eu sabia que precisava me “forçar” a ir por pelo menos 21 dias seguidos (dica do próprio livro O Poder do Hábito) para internalizar esse hábito.

Primeiro, então, preparei um gatilho: mudei o cardápio do meu café da manhã (já que minha ideia era fazer os exercícios logo depois dessa refeição). A mudança no cardápio coincidiu com o início das atividades na academia.

Fazendo isso, eu criei um link entre aquela refeição e o hábito que pretendia criar. Ao tomar aquele café da manhã diferente e me forçar a – por pelo menos durante 21 dias – ir à academia logo em seguida, eu fiz dessa refeição o “sinal” que me dizia “depois disso aqui você tem que ir à academia”, até que isso se internalizasse e fosse automático, natural mesmo.

Cumprido o hábito, eu precisava criar uma recompensa.

Para essa recompensada, hoje eu acredito que a simples satisfação por ter conseguido cumprir a tarefa já seria um agrado suficiente para que o meu cérebro enxergar a terceira parte do hábito, mas na época eu quis me garantir e apelei novamente pra comida (sim, tenho espírito de gordo; não, a comida não estragava o exercício feito): passei a me dar de presente um milk shake caseiro todo dia após a malhação.

E aí, por mais incrível que possa parecer, sem sustos ou recaídas, eu finalmente consegui superar o meu “auto-abortismo” em relação à academia e implementei na minha vida o hábito de me exercitar todo dia.

O mais difícil era completar 21 dias. Cumprido esse período, o hábito estava formado. É impressionante.

E esse é só um exemplo.

Fazer diariamente os seis hábitos de Mark Manson me deu forças para prosseguir com os meus próprios hábitos, relacionados ao meu Sonho Grande. Eu me sentia a própria escultura do Self-Made Man (da foto-capa deste post) esculpindo a si próprio; se construindo dia após dia.

Resultado: muitas coisas já foram conquistadas, muitas etapas cumpridas e, graças a isso, muitos passos mais próximo do meu sonho grande.

Tente você também.

E para quem quiser se aprofundar mais sobre sonho grande e hábitos, deixo abaixo, como dica de leitura, os dois livros aqui citados:

. . .

. . .

Abraços!

Dois Minutos De Prosa